For A Better Place - Portugal

quarta-feira, outubro 19, 2005

Lançamento do Rock In Rio-Lisboa 2006


Foi ontem o lançamento oficial do Rock In Rio-Lisboa 2006, o maior festival e evento musical do mundo, que regressa a Lisboa entre o final de Maio e o início de Junho de 2006. O lançamento oficial teve uma festa no Convento do Beato, com as presenças dos actores brasileiros Raul Cortez e Thiago Lacerda, da cantora baiana Ivete Sangalo, que aliás foi a primeiro nome confirmado para o Rock In Rio-Lisboa 2004 e também para o de 2006, e que contou com uma actuação ao vivo da banda mineira Jota Quest, que também já confirmaram a sua presença no festival em 2006, assim como os portugueses Xutos & Pontapés.
O Rock In Rio-Lisboa 2006 terá um espaço Kids e uma pista de neve verdadeira. O resto do cartaz será apresentado em Dezembro, e haverá surpresas. A campanha do projecto social arranca em Janeiro e a venda de bilhetes em Fevereiro.
Os organizadores pretendem regressar a Lisboa em 2008 ou 2009, e em 2007 pretendem levar o Rock In Rio até Sydney, Austrália.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Kofi Annan em Lisboa - Kofi Annan in Lisbon


O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, fez uma visita oficial de dois dias a Portugal, durante a qual foi distinguido com o grande colar da Ordem da Liberdade e um doutoramento "honoris causa".
Portugal agradece nomeadamente o apoio e empenho nos esforços que conduziram à independência de Timor-Leste.

Terça-Feira, dia 11 de Outubro de 2005

Princípio da tarde: Encontro com o chefe da diplomacia portuguesa, Diogo Freitas do Amaral, que há dez anos foi presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Final da tarde, Palácio de Belém: É recebido com honras militares e reúne-se em audiência com o Presidente da Républica, Jorge Sampaio.
20.00h., Palácio da Ajuda: Cerimónia onde Kofi Annan foi condecorado com o grande colar da Ordem da Liberdade, uma atribuição decidida pelo Conselho de Ministros, por proposta do Presidente, para distinguir "o seu excepcional e relevantíssimo contributo para a defesa dos valores da civilização e da causa da liberdade".
A decisão foi tomada a título excepcional, uma vez que o grande colar da Ordem da Liberdade é reservado a chefes de Estado.
21.00h., Palácio da Ajuda: Banquete em honra do Secretário-Geral da ONU, oferecido pelo Presidente da Républica.

Quarta-Feira, dia 12 de Outubro de 2005

Manhã, Reitoria da Universidade Nova de Lisboa: Kofi Annan recebeu o grau de Doutor "honoris causa" pela Universidade Nova de Lisboa, uma distinção proposta e apadrinhada por Freitas do Amaral, responsável pela Faculdade de Direito daquela Universidade.
Esta distinção foi atribuída a Annan em reconhecimento da sua "contribuição para o prestígio e progressos das instituições ao serviço da humanidade, em termos de direitos humanos, valores culturais e património mundial".
11h.45m., Palácio de São Bento: Encontro com o Primeiro-Ministro, José Sócrates.
13.00h., Palácio das Necessidades: Almoço oferecido pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, seguido de uma conferência de imprensa conjunta.
À noite, Mosteiro da Batalha: Habitual cerimónia de deposição de uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido.

Quinta-Feira, dia 13 de Outubro de 2005

Manhã: Kofi Annan parte de Lisboa.

Kofi Annan: Um Senhor - A Gentleman


Kofi Annan foi eleito o sétimo Secretário-Geral das Nações Unidas, para o mandato de 1 de Janeiro de 1997 até 31 de dezembro de 2001. Até ao momento da sua nomeação pela Assembleia Geral, Annan foi Secretário-Geral Adjunto de Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas.
Natural do Gana, Kofi Annan voltou ao posto de Secretário-Geral Adjunto de Operações de Manutenção da Paz em Março de 1996, depois de desempenhar as funções de Representante Especial do Secretário-Geral na antiga Iugoslávia e de Enviado Especial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) durante todo o período de transição que se seguiu à assinatura do Acordo de Paz de Dayton. Fora nomeado Secretário-Geral Adjunto de Operações de Manutenção da Paz a 1 de Março de 1993, um ano depois de sua nomeação como Subsecretário-Geral no mesmo departamento.
Antes de desempenhar estes cargos, Annan serviu às Nações Unidas em outros postos chave. No total, dedicou mais de 30 anos da sua vida às Nações Unidas, trabalhando em lugares tão diferentes como Addis Abeba, Cairo, Genebra, Ismailia (Egipto) e Nova Iorque.
Annan prestou serviços à ONU na qualidade de Subsecretário-Geral de Planejamento de Programas, Orçamento e Finanças das Nações Unidas. Por ocasião da invasão do Kuwait pelo Iraque, em 1990, o então Secretário-Geral Javier Pérez de Cuellar enviou Annan ao Iraque para determinar o que poderia ser feito para melhorar a situação e facilitar a repatriação de mais de 900 funcionários internacionais. Durante sua estadia no Iraque, Annan realizou negociações para a libertação dos reféns ocidentais e chamou a atenção da comunidade internacional para a situação dos mais de 500 mil asiáticos que se encontravam no Kuwait e no Iraque. Encabeçou depois a equipe de negociação das Nações Unidas com o Iraque para a autorização de venda de petróleo para a compra de material de assistência humanitária.
Annan havia ocupado, anteriormente, os cargos de Subsecretário-Geral de Gestão de Recursos Humanos e Coordenador de Assuntos de Segurança das Nações Unidas, depois de desempenhar os cargos de Diretor de Orçamento e Diretor Adjunto de Administração e Chefe de Pessoal do Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.
Annan regressou a seu país de origem de 1974 a 1976 para desempenhar o cargo de Diretor Gerente da Empresa de Promoção Turística do Gana, cargo que ocupou simultaneamente com sua participação na Junta de Coordenação do Turismo de Gana.
Além de suas funções oficiais, Annan participa há muito tempo de atividades relacionadas à educação, ao desenvolvimento, ao bem estar e à proteção do pessoal internacional. Pertence atualmente às juntas de conselheiros do Macalester College de Saint Paul (Minnesota) e do Institute for the Future de Menlo Park (Califórnia). Foi durante muitos anos presidente da Junta Diretora da Escola Internacional das Nações Unidas de Nova Iorque, e formou parte da Junta de Governadores da Escola Internacional de Genebra, de 1981 a 1983. Dentro das Nações Unidas, Annan participou dos trabalhos da Junta de Nomeações e Ascensões e do Grupo de Funcionários Superiores (em ambos os casos na qualidade de presidente), da Junta de Gestão Administrativa de Finanças, do Grupo de Trabalho do Secretário-Geral sobre as Operações de Manutenção da Paz, e da Caixa Comum de Pensões de Pessoal das Nações Unidas.
Annan, que fala inglês, francês e vários idiomas africanos, estudou na Universidade de Ciência e Tecnologia de Kumasi e completou seus estudos de economia no Macalester College, que deu a ele, em 1994, o Trustee Distinguished Award, em reconhecimento de seus mais de 30 anos de serviço à comunidade internacional. Cursou pós-graduação em economia no Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais de Genebra. Em sua qualidade de Sloan Fellow, de 1971-1972, no Massachussetts Institute of Technology, recebeu o título de Mestre de Ciência em Gestão. Em junho de 1996, o Cedar Crest College de Allentown (Pensilvânia) lhe conferiu o título honorário de doutor em Serviço Público. Annan nasceu em 1938. Está casado e tem três filhos.

Fonte: United Nations Press Release BIO/3053/Rev.1; SG/2031/Rev.1, 13 June 1997

sexta-feira, outubro 07, 2005

Portugal em seca

Portugal atravessa uma grave situação de seca: 97% do território português está em situação de seca extrema ou severa.

Kofi Annan vai ser condecorado por Portugal

O Conselho de Ministros aprovou ontem um projecto de decreto-lei que permite atribuir, excepcionalmente, ao Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, a Ordem da Liberdade.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Heal the world - Michael Jackson (letra - lyric)


There's A Place In
Your Heart
And I Know That It Is Love
And This Place Could
Be Much
Brighter Than Tomorrow
And If You Really Try
You'll Find There's No Need To Cry
In This Place You'll Feel
There's No Hurt Or Sorrow

There Are Ways
To Get There
If You Care Enough
For The Living
Make A Little Space
Make A Better Place...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

If You Want To Know Why
There's A Love That
Cannot Lie
Love Is Strong
It Only Cares For
Joyful Giving
If We Try
We Shall See
In This Bliss
We Cannot Feel
Fear Or Dread
We Stop Existing And
Start Living

Then It Feels That Always
Love's Enough ForUs Growing
So Make A Better World
Make A Better World...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

And The Dream We Were
Conceived In
Will Reveal A Joyful Face
And The World We
Once Believed In
Will Shine Again In Grace
Then Why Do We Keep
Strangling Life
Wound This Earth
Crucify Its Soul
Though It's Plain To See
This World Is Heavenly
Be God's Glow

We Could Fly So High
Let Our Spirits Never Die
In My HeartI Feel You Are All
My Brothers
Create A World With
No FearTogether We'll Cry
Happy Tears
See The Nations Turn
Their Swords
Into Plowshares

We Could Really Get There
If You Cared Enough
For The Living
Make A Little Space
To Make A Better Place...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

You And For Me
You And For Me

What a wonderful world - Louis Armstrong (letra - lyric)


I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself what a wonderful world.

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself what a wonderful world.

The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands saying how do you do
They're really saying I love you.

I hear babies crying, I watch them grow
They'll learn much more than I'll never know
And I think to myself what a wonderful world
Yes I think to myself what a wonderful world.

Imagine - John Lennon (letra - lyric)


Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

(em português - in portuguese)

Imagina não haver paraíso
É fácil se tentares
Nem inferno por baixo de nós
Acima de nós só o céu
Imagina todas as pessoas
A viverem por hoje...

Imagina não haver países
Não é difícil de fazer
Nada para matar ou morrer por
E também nenhuma religião
Imagina todas as pessoas
A viverem a vida em paz...

Tu deves dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Espero que um dia tu te juntes a nós
E o mundo será como um só

Imagina não haver posses
Eu espanto-me se tu conseguires
Nem necessidade para gemer ou gritar
A brotherhood of man
Imagina todas as pessoas
Sharing all the world...

Deves dizer que sou um sonhador
Mas não sou o único
Espero que um dia tu te juntes a nós
E o mundo viverá como um só

terça-feira, outubro 04, 2005

Dia Mundial do Animal - Animal's World Day

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Animal.
Se tem algum animal, trate-o bem.
Se já não o quiser, não o trate mal nem o abandone. Entregue-o a uma instituição de animais que o receba e que trate dele.

Martin Luther King Jr: I Have A Dream


Martin Luther King nasceu a 15 de Janeiro de 1929, em Atlanta, Georgia, filho primogénito de uma família de negros norte-americanos de classe média. O seu pai era pastor baptista e a sua mãe era professora. Com 19 anos de idade, Luther King tornou-se pastor baptista e mais tarde formou-se em Teologia no Seminário de Crozer. Também fez pós-graduação na universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música com quem se casou. Nos seus estudos dedicou-se aos temas de filosofia de protesto não violento, inspirando-se nas ideias do indu Mohandas K. Gandhi. Em 1954, tornou-se pastor da igreja baptista de Montgomery, Alabama. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um acto discriminatório a uma passageira negra. Luther King, como presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, organizou o movimento, que durou um ano. King teve a sua casa bombardeada. Foi assim que ele iniciou a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Em 1957, Luther King ajuda a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. King tornou-se o líder da organização, que tinha como objectivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos. Vai à Índia em 1959 estudar mais sobre as formas de protesto pacífico de Gandhi. No início da década de 60, King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas. Organizou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso, tendo sido acusado de causar desordem pública. Em 1963, liderou um movimento massivo, "A Marcha para Washington", pelos direitos civis no Alabama, organizando campanhas por eleitores negros. Foi um protesto que contou com a participação de mais de 200 mil pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos. A não-violência tornou-se a sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso diversas vezes. Nesse mesmo ano, liderou a histórica caminhada em Washington onde proferiu o seu famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"). Em 1964, foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz. Os movimentos continuaram. Em 1965, liderou uma nova marcha. Uma das consequências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965, que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar. Em 1967, King uniu-se ao Movimento pela Paz no Vietname, o que causou um impacto negativo entre os negros. Outros líderes negros não concordaram com esta mudança de prioridades dos direitos civis para o movimento pela paz. Em 4 de abril de 1968, King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão. Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de Janeiro foi decretada feriado nacional em homenagem ao aniversário de Martin Luther King Jr.

Fonte: www.lutherking.hpgvip.ig.com.br

segunda-feira, outubro 03, 2005

Bob Marley: O Maior Símbolo da Jamaica - Jamaica Biggest Sign


O ano de 1945 foi um grande ano. Foi em 45 que, depois de nove anos de uma guerra que matou milhões de pessoas em todo o mundo, finalmente a paz voltou a reinar na Terra. Em todos os cantos do planeta as pessoas se abraçaram e puderam comemorar o final do mais triste episódio da história da humanidade. Milhares de filhos voltaram para suas casas, famílias se reencontraram e a construção de um novo tempo começou. Entretanto, em 1945 houve outro grande acontecimento, que só alguns moradores da pequena vila de Nine Mile, interior rural da Freguesia de St. Ann (Santa Ana), no norte da Jamaica, comemoraram. Foi no dia 6 de fevereiro desse ano que lá nasceu o menino Robert Nesta Marley, filho de Cedella Booker, uma garota negra de apenas dezoito anos, e do Capitão Norval Marley, do Regimento Britânico das Índias Ocidentais, um inglês branco de 50 anos de idade que, devido a pressões de sua família na Inglaterra, apesar de ajudar financeiramente pouco conheceu o filho. Mas para entender melhor a história desse menino é preciso voltar um pouco mais no tempo.
Apesar da escravidão ter sido abolida na Jamaica em 1834, aqueles dias de sofrimento ainda estão na memória dos descendentes de africanos e, misturados com os costumes ingleses, fazem parte da cultura da ilha. Já no começo do século passado a herança africana começava a ter expressão política com Marcus Garvey, um pastor jamaicano que fundou a Associação Universal para o Desenvolvimento do Negro. A organização defendia a criação de um país negro, livre da dominação branca, na África, que recebesse de volta todos os descendentes de africanos exilados na América. Foi inclusive com esse intuito que Garvey chegou a fundar uma companhia de navegação a vapor, a Black Star Line. Mas Marcus Garvey é lembrado na Jamaica também por outro motivo. O pastor, nas suas pregações, costumava repetir uma profecia que logo se espalhou entre a população negra. Ele dizia que logo na África surgiria um Rei negro, o 225º descendente da linhagem de Menelik, o filho do rei Salomão e da rainha de Sabá, que libertaria a raça negra do domínio branco. Anos depois esse rei apareceu. Em 1930 Ras Tafari Makonnen foi coroado Imperador da Etiópia e passou a se chamar Hailè Selassiè. No mesmo momento, os seguidores de Garvey na Jamaica passaram a acreditar que a profecia houvesse sido cumprida e começaram uma nova religião chamada Rastafari. Anos mais tarde, essa religião seria espalhada pelo mundo através da música de um menino chamado Bob Marley.
Por volta da década de 50, a capital Kingston era a terra dos sonhos dos habitantes das zonas rurais da Jamaica. Apesar da cidade não ter muito trabalho a oferecer, multidões se dirigiam para lá para fatalmente engrossarem a população das favelas que já cresciam no seu lado oeste. A maior e mais miserável dessas favelas era Trench Town (ou Cidade do Esgoto), assim chamada por ter sido construída sobre as valas que drenavam os dejetos da parte antiga de Kingston. E foi para lá que Dona Cedella se mudou junto com seu filho no final dos anos 50. O menino cresceu nesse ambiente junto com outros meninos de rua e, em especial, seu amigo Neville O’Riley Livingston, mais conhecido como Bunny, com quem começou a tocar latas e guitarras improvisadas em casa. O som que os dois garotos faziam era influenciado pelas emissoras do sul dos Estados Unidos que conseguiam captar nos seus rádios e que tocavam músicas de artistas como Ray Charles, Curtis Mayfield, Brook Benton e Fats Domino, além de grupos vocais como The Drifters que tinham muita popularidade na Jamaica. Nessa época, Bob conseguiu um emprego numa funilaria, mas já tinha a música como grande objetivo de sua vida. A busca desse objetivo ganhou dedicação exclusiva quando uma fagulha da solda com que trabalhava queimou seu olho. O acidente não teve gravidade mas o fez largar o emprego e investir unicamente no aperfeiçoamento da sua música com Bunny. Eles eram ajudados por Joe Higgs, um cantor que apesar de já possuir uma certa fama na ilha ainda morava em Trench Town e dava aulas de canto para iniciantes. Numa dessas aulas Bob e Bunny conheceram outro jovem músico chamado Peter McIntosh. Em 1962 Bob Marley foi escutado por um empresário musical chamado Leslie Kong que, impressionado, o levou a um estúdio para gravar algumas músicas. A primeira delas “Judge Not” logo foi lançada pelo selo Beverley’s. No ano seguinte Bob decidiu que o melhor caminho para alcançar o sucesso era em um grupo, chamando para isso Bunny e Peter para formar os "Wailing Wailers". O novo grupo ganhou a simpatia do percussionista rastafari Alvin Patterson, que os apresentou ao produtor Clement Dodd. Na metade de 1963 Dodd ouviu os Wailing Wailers e resolveu investir no grupo. O ritmo da moda na Jamaica então era o Ska que, com uma batida marcada e dançante, misturava elementos africanos com o rhythm & blues de New Orleans e que tinha Clement “Sir Coxsone” Dodd como um dos seus mais famosos divulgadores. Os Wailing Wailers lançaram o seu primeiro single, “Simmer Down”, pela gravadora Coxsone no fim de 1963 e em janeiro a música já era a mais tocada na Jamaica, permanecendo nessa posição durante dois meses. O grupo então era formado por Bob, Bunny, Peter, Junior Braithwaite e dois backing vocals, Beverly Kelso e Cherry Smith.
Nessa época chegou pelo correio a passagem que Dona Cedella, que tinha se casado novamente e mudado para Delaware nos Estados Unidos, conseguiu comprar após muito esforço para juntar dinheiro. Ela desejava dar a Bob uma nova vida na América, mas antes da viagem ele conheceu Rita Anderson e em 10 de fevereiro de 1966 eles se casaram. Marley passou apenas oito meses com a mãe antes de retornar à Jamaica, onde começou um período que teve importância especial no resto de sua vida. Bob chegou em Kingston em outubro de 66, apenas seis meses depois da visita da Sua Majestade Imperial, o Imperador Hailè Selassiè, da Etiópia, que trouxe nova força ao movimento Rastafari na ilha. O envolvimento de Marley com a crença Rastafari também estava crescendo e, a partir de 67, sua música começou a refletir isso. Os hinos dos Rude Boys deram lugar a uma crescente dedicação às canções espirituais e sociais que se tornaram a pedra fundamental do seu real legado. Bob, então, convidou Peter e Bunny para novamente formarem um grupo, dessa vez chamado “The Wailers”. Rita também começava sua carreira como cantora com um grande sucesso chamado “Pied Piper”, um cover de uma canção pop inglesa. A música jamaicana, entretanto, havia mudado. A frenética batida do Ska estava dando lugar a um ritmo mais lento e sensual chamado Rock Steady. A nova crença Rastafari dos Wailers os colocou em conflito com Coxsone Dodd e, determinados a controlar seu próprio destino, os fez criar um novo selo, o Wail’N’Soul. Mas, apesar de alguns sucessos, os negócios dos Wailers não melhoraram muito e o selo faliu no fim de 1967. O grupo sobreviveu, entretanto, inicialmente como compositores de uma companhia associada ao cantor americano Johnny Nash que, na década seguinte, teria um grande sucesso com “Stir It Up”, de Bob.
Os Wailers então conheceram um homem que revolucionaria o seu trabalho: Lee Perry, cujo gênio produtivo havia transformado as técnicas de gravação em estúdio em arte. A associação Perry / Wailers resultou em algumas das melhores gravações da banda. Músicas como “Soul Rebel”, “Duppy Conqueror”, “400 Years” e “Small Axe” se não foram clássicos definiram a direção futura do reggae. Em 1970, Aston 'Family Man' Barrett e seu irmão Carlton (baixo e bateria, respectivamente) se uniram aos Wailers. Eles eram o núcleo da banda de estúdio de Perry e haviam participado de várias gravações do grupo. Os irmãos eram conhecidos como a melhor seção rítmica da Jamaica, status que continuariam ostentando pela década seguinte. Os Wailers eram então reconhecidos como grande sucesso no Caribe, mas internacionalmente continuavam desconhecidos.
No verão de 1971 Bob aceitou o convite de Johnny Nash para acompanhá-lo à Suécia, ocasião em que assinou contrato com a CBS, que também era a gravadora do americano. Na primavera de 72 todos os Wailers já estavam na Inglaterra, promovendo ostensivamente o single “Reggae on Broadway”, mas sem alcançar bom resultado. Como última tentativa Bob entrou nos estúdios da Island Records, que havia sido a primeira a dar atenção ao crescimento da música jamaicana, e pediu para falar com o seu fundador, Chris Blackwell. Blackwell conhecia a fama dos Wailers e o grupo estava fazendo uma proposta irrecusável. Eles estavam adiantando 4 mil libras para gravar um álbum e para que, pela primeira vez, uma banda de reggae tivesse acesso as mais avançadas técnicas de gravação e fosse tratada como eram as bandas de rock da época. Antes dessa proposta as gravadoras achavam que um grupo de reggae só vendia em singles ou compilações com várias bandas. O primeiro álbum dos Wailers, “Catch A Fire” quebrou todas as regras: era lindamente embalado e fortemente promovido. Era o começo de um longo caminho à fama e ao reconhecimento internacional. Embora “Catch A Fire” não tenha sido um hit instantâneo, o álbum teve um grande impacto na mídia. O ritmo marcante de Marley, aliado às suas letras militantes vinham com total contraste ao que estava sendo feito então. Além disso, a Island promoveu uma turnê do grupo na Inglaterra e nos Estados Unidos, o que era uma completa novidade para uma banda de reggae. Os Wailers chegaram em Londres em abril de 73, embarcando numa série de apresentações que mostraria sua qualidade como banda de shows ao vivo. Entretanto, após três meses, o grupo voltou à Jamaica e Bunny, desencantado com a vida na estrada, se recusou a tocar na turnê americana. No seu lugar entrou Joe Higgs, o velho professor de canto dos Wailers. A turnê americana incluía, além de algumas casas de show, a participação em alguns shows de Bruce Springsteen e Sly & The Family Stone, a principal banda de música negra americana do momento. Mas depois de quatro shows ficou claro que colocar os Wailers abrindo espetáculos poderia ser ruim para as atrações principais. A banda foi então para San Francisco, onde a rádio KSAN transmitiu uma apresentação ao vivo que só foi publicada em 1991, quando a Island lançou o álbum comemorativo “Talkin’ Blues”. Em 73 o grupo também lançou o seu segundo álbum pela Island, “Burnin’”, um LP que incluía novas versões de algumas das suas mais velhas músicas, como: “Duppy Conqueror”, “Small Axe” e “Put It On”, junto com faixas como “Get Up, Stand Up” e “I Shot The Sheriff” (que no ano seguinte se tornaria um enorme sucesso mundial na voz de Eric Clapton, alcançando o primeiro lugar na lista dos singles mais vendidos nos Estados Unidos). Em 74 Marley passou uma grande parte do seu tempo no estúdio trabalhando nas sessões que resultaram em “Natty Dread”, um álbum que incluía músicas como “Talkin’ Blues”, “No Woman No Cry”, “So Jah Seh”, “Revolution”, “Them Belly Full (But We Hungry)” e “Rebel Music (3 o’clock Roadblock)”. No início do próximo ano, entretanto, Bunny e Peter deixariam definitivamente o grupo para embarcar em carreiras solo enquanto a banda começava a ser conhecida por Bob Marley & The Wailers. “Natty Dread” foi lançado em fevereiro de 75 e logo a banda estava novamente na estrada. A composição harmônica perdida com a saída de Bunny e Peter havia sido substituída pelas I-Threes, um trio feminino composto pela esposa de Bob, Rita, além de Marcia Griffiths e Judy Mowatt. Entre os concertos, os mais importantes foram as duas apresentações no Lyceum Ballroom de Londres que até hoje são lembradas entre as melhores da década. Os shows foram gravados e logo o disco, junto com o single “No Woman, No Cry”, estava nas paradas de sucesso. Em novembro, quando Marley voltou a Jamaica para tocar num show beneficiente com Stevie Wonder ele já era obviamente o maior superstar da ilha. “Rastaman Vibrations”, o álbum seguinte, lançado em 76, atingiu o topo das paradas americanas e é considerado por muitos a mais clara exposição da música e das crenças de Bob. O LP incluía músicas como “Crazy Baldhead”, “Johnny Was”, “Who The Cap Fit” e, talvez a mais significativa de todas, “War”, cuja letra foi extraída de um discurso do Imperador Hailè Selassiè, nas Nações Unidas.
Com o sucesso internacional cresceu a importância política de Bob Marley na Jamaica, onde a fé Rastafari expressa por sua música alcançava forte ressonância na juventude dos guetos. Como forma de agradecimento ao povo da ilha, Bob decidiu dar um concerto aberto no Parque dos Heróis Nacionais de Kingston, em 5 de dezembro de 1976. A idéia era enfatizar a necessidade de paz nas ruas da cidade, onde as brigas de gangues estavam causando confusão e mortes. Logo depois do anúncio do show, o governo convocou eleições para o dia 20 de dezembro. Isso deu nova força à guerra no gueto e, na tarde do concerto atiradores invadiram a casa de Bob e o alvejaram. Na confusão os atiradores apenas feriram Marley, que foi levado a salvo às montanhas na cercania da cidade. Entretanto ele resolveu fazer o show de qualquer maneira e subiu ao palco para uma rápida apresentação em desafio aos seus agressores. Foi a última apresentação de Bob na Jamaica por oito meses. Logo após o show ele deixou o país para viver em Londres, onde gravou seu próximo álbum, “Exodus”.
Lançado no verão daquele ano, “Exodus” consolidou o status internacional da banda, ficando nas paradas da Inglaterra por 56 semanas seguidas e tendo seus três singles - “Waiting In Vain”, “Exodus” e “Jammin’” - com grandes vendagens. Em 78 a banda capitalizou novo sucesso com “Kaya”, que alcançou o quarto lugar na Inglaterra logo na semana seguinte do lançamento. O álbum mostrava um novo ângulo de Marley, com uma coleção de canções de amor e, claro, homenagens ao poder da “Ganja”. Do álbum foram extraídos dois singles: “Satisfy My Soul” e “Is This Love”. Ainda em 78 aconteceriam mais três eventos com extraordinária importância para Marley. Em abril ele voltou à Jamaica para o “One Love Peace Concert”, quando fez com que o Primeiro-Ministro Michael Manley e o líder da oposição Edward Seaga se dessem as mãos no palco. Ele foi então convidado para ir à sede das Nações Unidas, em New York, para receber a Medalha da Paz. E, no fim do ano, Bob visitou a África pela primeira vez, indo inicialmente ao Kenya e depois à Etiópia, o lar espiritual Rastafari. A banda havia recém terminado uma turnê pela Europa e América que rendeu o segundo álbum ao vivo: “Babylon By Bus”. “Survival”, o nono álbum de Bob Marley pela Island foi lançado no verão de 1979. Ele incluía “Zimbabwe”, um hino para a Rodésia, que logo seria libertada, junto com “So Much Trouble In The World”, “Ambush In The Night” e “Africa Unite”. Como indica a capa, que contém as bandeiras das nações independentes, “Survival” foi um álbum em homenagem à solidariedade Pan-Africana. Em abril de 1980, o grupo foi convidado oficialmente pelo governo do recém libertado Zimbabwe para tocar na cerimônia de independência da nova nação. Essa foi a maior honra oferecida à banda e demonstrou claramente a sua importância no Terceiro Mundo. O próximo disco da banda, “Uprising”, foi lançado em maio de 80 e teve sucesso imediato com “Could You Be Loved”. O álbum também trazia “Coming In From The Cold”, “Work” e a extraordinária faixa de encerramento, “Redemption Song”. Os Wailers então embarcaram na sua maior turnê européia, quebrando recordes de público pelo continente. A agenda incluía um show para 100 mil pessoas em Milão, o maior da história da banda. Bob Marley & The Wailers eram a maior banda na estrada naquele ano e “Uprising” estava em todas as paradas da Europa. Era um período de máximo otimismo e estavam sendo feitos planos de uma turnê na América em companhia de Stevie Wonder no final do ano.
No fim da turnê européia Marley e a banda foram para os Estados Unidos. Bob fez dois shows no Madison Square Garden, mas logo após caiu seriamente doente. Três anos antes, em Londres, ele havia ferido o dedo do pé jogando futebol. O ferimento se tornou canceroso e, apesar de ter sido tratado em Miami, continuou a progredir. Em 1980, o câncer, em sua forma mais virulenta, começou a se espalhar pelo corpo de Bob. Ele controlou a doença por oito meses, fazendo tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels, na Bavária. O tratamento de Issels era controvertido por só usar remédios naturais e não tóxicos e, por algum tempo, pareceu estabilizar a condição de Bob. Entretanto, repentinamente a luta começou a ficar mais difícil. No começo de maio ele deixou a Alemanha para voltar à Jamaica, mas não completou a viagem.
Bob Marley morreu num hospital de Miami na segunda-feira, 11 de maio de 1981. No mês anterior, Marley havia sido agraciado com a Ordem do Mérito da Jamaica, a terceira maior honra da nação, em reconhecimento à sua inestimável contribuição à cultura do país. Na quinta-feira, 21 de maio de 1981, o Honorável Robert Nesta Marley O. M. recebeu um funeral oficial do povo da Jamaica. Após o funeral - assistido tanto pelo Primeiro-Ministro como pelo líder da oposição - o corpo de Marley foi levado à sua terra natal, Nine Mile, no norte da ilha, onde agora descansa em um mausoléu. Bob Marley morreu aos 36 anos, mas a sua lenda permanece viva até hoje.

Fonte: Geocites.com

100 Grandes Africanos - 100 Greatest Africans


Esta capa da revista New African dá a conhecer 100 personalidades africanas que marcaram a História Universal, com Nelson Mandela ao centro. Entre as restantes 99, destacam-se Martin Luther King, Koffi Annan, Mohamed Ali, Bob Marley, Pelé, Michael Jackson, Oprah Winfrey, ou mesmo Zinedine Zidane.

Um pensamento de Mahatma Gandhi - A Mahatma Gandhi think

"Não há caminhos para a paz. A paz é o caminho."

"No ways to peace. Peace is the way."

Mahatma Gandhi: Percursor da paz



A 2 de Outubro de 1869, nascia Mohandas Karamchand Gandhi, em Kathiawar, estado de Porbunder, na Índia, líder pacifista da humanidade e principal personalidade da independência desse país. Mais novo dos três filhos de Karamchand Gandhi (Kaba Gandhi) e sua esposa Putlibai. Kaba Gandhi foi primeiro ministro nos estados de Porbunder, Rajkot e Vankaner.
Em 1883, com apenas treze anos, contraiu matrimônio com a Sra. Kasturbai Makanji, que também contava com treze anos a época.
Formou-se em direito em Londres e, em 1891, voltou para a Índia a fim de praticar a advocacia.
Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia o movimento pacifista, lutando pelos direitos dos hindus.
Volta à Índia em 1914 e difunde o seu movimento, cujo método principal é a resistência passiva. Nega colaboração com o domínio britânico e prega a não violência como forma de luta.
Em 1922, organiza uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queima um posto policial.
Detido, declara-se culpado e é condenado à seis anos, mas sai da prisão em 1924.
Em 1930, lidera marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros a pé, para protestar contra os impostos sobre o sal.

A passagem por Inglaterra

O domínio colonial britânico durou mais de duzentos anos. Os indianos eram considerados cidadãos de segunda classe.
Em 1930, Gandhi viaja a Londres para pedir que a Inglaterra conceda independência à Índia. Lá, visita bairros operários.
"Sei que guardarei para sempre, em meu coração, a lembrança da acolhida que recebi do povo pobre de East London", diz Gandhi.
Ao retornar à Índia, é recebido em triunfo por milhares de pessoas, ainda que nada de muito significativo tenha resultado da viagem.
Gandhi anuncia à multidão que pretende continuar em sua campanha pela desobediência civil, para obrigar a Inglaterra a dar a independência à Índia. Os britânicos, outra vez, o mandam para a prisão.
Em 1942 o governo inglês manda para Nova Delhi Sir Stafford Cripps, com a missão de negociar com Gandhi. As propostas que Sir Cripps traz são inaceitáveis para Gandhi, que deseja independência total. Gandhi retoma a campanha pela desobediência civil. Desta vez é preso e condenado a dois anos de cadeia.
Quando Lord Louis Mountbatten torna-se vice-rei, aproxima-se de Gandhi e nasce, entre Gandhi, Lord e Lady Mountbatten, uma grande amizade.
Em 1947, é proclamada a independência da Índia, mas no verão desse mesmo ano, a hostilidade entre hindus e muçulmanos atinge o auge do fanatismo. Nas ruas há milhares de cadáveres. Os muçulmanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão. Gandhi tenta restabelecer a paz e evitar a luta entre hindus e muçulmanos, aceitando a divisão do país e dando início a uma décima-quinta greve de fome. O sacrifício pessoal de Gandhi e sua firmeza conseguem o que nem os políticos nem o exército conseguiram: a Índia conquista sua independência e é criado o Estado muçulmano do Paquistão. A divisão atrai para ele o ódio dos nacioinalistas hindus.
Gandhi morre em 30 de Janeiro de 1948, assassinado por um hindu. Estava com 78 anos. Lord e Lady Mountbatten, ao lado de um milhão de indianos, comparecem ao funeral. Parte de suas cinzas são lançadas às águas sagradas do Rio Jumna.
Em Janeiro de 1996, parte das cinzas de Mahatma Gandhi é lançada no Rio Ganges, na cidade de Allahabad, local sagrado para os hinduístas. A cerimônia acontece no 49º aniversário de morte do líder pacifista.
Gandhi foi um pacifista convicto e sempre pregou uma doutrina de não-violência. Desejava que a paz reinasse entre hindus e muçulmanos; entre indianos e ingleses e entre toda a humanidade, por isso e muito mais, o "Mahatma Gandhi" permanecerá, para sempre, como símbolo da resistência pela NÃO-VIOLÊNCIA.

Fonte: www.nossosaopaulo.com.br